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Aluna da Uniban recebe proposta de 2 faculdades


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Geisy Arruda chora durante coletiva na tarde desta segunda-feira (9). (Foto: Rubens Cavallari/Folha Imagem)

Após o escândalo em que esteve envolvida a aluna do curso de turismo da Uniban Geisy Arruda, de 20 anos, que chegou a ser expulsa da faculdade por ir à aula com um vestido curto, duas universidades ofereceram bolsa para que a jovem concluísse seus estudos. A faculdade particular afirmou, em anúncio publicado nos jornais no domingo (8), que a aluna frequentava “as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade”. Nesta segunda-feira (9), a Uniban revogou a decisão e aceitou ela de volta, para que continue os estudos no campus de São Bernardo do Campo, no ABC.  


O advogado Nehemias Domingos de Melo, que defende Geisy, contou na noite desta segunda que ficou “maravilhado” ao saber que uma universidade em Ribeirão Preto e outra em Porto Alegre abriram suas portas para a cliente dele. “Foram ofertas para estudar na área dela, com bolsa integral. Nem esperava. É uma manifestação de carinho e receptividade”, contou Melo, que não revelou o nome das instituições.  Até as 21h desta segunda, o advogado não havia recebido “oficialmente” o comunicado da Uniban de que Geisy havia sido aceita novamente entre os alunos. Ele disse que soube da notícia pela imprensa e demonstrou cautela. “Preciso que ela retorne com a garantia de segurança.” O drama de Geisy começou no dia 22 de outubro, quando ela foi à aula com um vestido rosa curto. Vídeos foram colocados na internet, mostrando os alunos hostilizando e humilhando a garota. Ela só conseguiu deixar a universidade após a chegada da polícia. Vestiu um jaleco comprido na ocasião. 

Entrevista coletiva  Melo contou que as propostas das universidades surgiram na própria tarde de segunda, logo após ele e a estudante concederem uma coletiva para a imprensa no Centro de São Paulo. Lá, sem saber da decisão da Uniban, o advogado anunciou que entraria na Justiça a fim de garantir os estudos da cliente. “Vou tentar obter uma liminar que garanta a Geisy concluir o semestre (na Uniban)”, afirmou. Neste momento, diante de uma sala pequena e lotada de jornalistas, a garota se emocionou. “Minha vontade agora é terminar o curso e me formar em turismo. Continuo a acreditar que existe Justiça neste país”, disse ela, que começou o curso em São Bernardo em fevereiro.

A jovem disse que, mesmo se conseguir terminar o semestre na Uniban, quer mudar de universidade no ano que vem. “Por medo e por minha segurança, pretendo escolher outra faculdade.”

Geisy chegou ao escritório de Melo por volta das 15h, vestindo blusa frente única vermelha e calça apertada. Questionada pelos jornalistas, voltou a dizer que não vai mudar a forma de ser e que sempre gostou de usar “calças apertadas”.  

Sindicância  A Uniban instaurou uma sindicância para apurar o caso e anunciou, junto com a expulsão de Geisy, a suspensão de um grupo de alunos. O advogado da estudante criticou a forma como a instituição de ensino fez a investigação. 

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Geisy Arruda chega à coletiva com blusa frente única vermelha e calça. (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

“Essa sindicância foi unilateral. Não sei o que consta dela (a defesa da jovem diz que não teve acesso às informações), que pessoas foram ouvidas. A Geisy foi julgada sumariamente e não teve direito à ampla defesa”, afirmou Melo. A estudante negou que tenha sido “alertada” pela direção da instituição sobre seu suposto comportamento irregular, como a Uniban informa na nota publicada na imprensa. “Ninguém nunca falou da minha forma de vestir. Se tivessem me barrado alguma vez, eu teria, humildemente, voltado para casa.”Histórico O G1 revelouo caso no dia 29 de outubro.  Nesta segunda, a Polícia Civil de São Bernardo do Campo abriu inquérito para apurar o caso, que ficará com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). De acordo com a defesa de Geisy, serão investigados sete crimes: difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado (a garota ficou em uma sala até a PM chegar), incitação ao crime e ato obsceno dos alunos. Polêmica A expulsão de Geisy causou polêmica dentro e fora da universidade. O Ministério da Educação abriu um processo de supervisão para analisar a conduta da Uniban e verificar se Geisy teve direito a ampla defesa. A universidade terá 10 dias para se pronunciar. O caso repercutiu até na mídia internacional. Os jornais “The Guardian” e “New York Times” publicaram notas reproduzidas da agência Associated Press (AP) sobre o assunto. 

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Fonte: G1.com.br

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Pai de Eloá é julgado e pega 33 anos de prisão


 O ex-cabo da Polícia Militar Everaldo Pereira dos Santos foi julgado neste sábado (07), durante um mutirão do Tribunal de Justiça de Alagoas, e condenado a 33 anos, três meses e 23 dias de prisão em regime fechado. Apesar de foragido, Santos foi condenado pelo envolvimento no assassinato do delegado Ricardo Lessa e do motorista dele, Antenor Carlota da Silva. O ex-cabo é pai da adolescente Eloá Pimentel, morta pelo namorado ano passado. O ex-militar está foragido desde o enterro da filha, em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, em outubro do ano passado. O crime ocorreu na noite de 9 de outubro de 1991. O delegado e seu motorista foram metralhados dentro do carro. Outro acusado no caso, Cícero Felizardo dos Santos,conhecido como Cição, pegou 33 anos e seis meses de reclusão, que serão cumpridos também no presídio Cyridião Durval, em Maceió. Pelo duplo crime, os dois foram condenados ainda a pagar multas indenizatórias às famílias das vítimas: R$ 653 mil à de Ricardo Lessa e R$ 146 aos parentes de Carlota. O julgamento foi presidido pelo juiz Geraldo Amorim. Na defesa, atuou o advogado Gilvan de Lisboa e, representando o Ministério Público, o promotor José Antonio Malta Marques. A defesa alegou durante o julgamento que o laudo apresentado pela perícia paulista não definia de maneira precisa elementos que pudessem incriminar seus clientes, mas o argumento não obteve êxito.

“O delegado Ricardo Lessa foi morto porque teve a coragem de investigar as atrocidades da maior organização criminosa do nosso Estado, denominada de gangue fardada, composta de maus policiais militares. Além do crime, contra o diretor gera da Polícia Civil daquela ocasião, o que foi uma desmoralização para a segurança pública, eles demonstraram que a violência era generalizada”, concluiu o juiz Geraldo Amorim. Na época, Ricardo Lessa investigava um assassinato, ocorrido dentro da Unidade de Emergência – o principal Pronto-Socorro de Maceió, atribuído ao grupo liderado pelo ex-tenente coronel Manoel Cavalcante, para quem Everaldo trabalhava. 

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Fonte: G1.com.br

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Ladrões furtam carteiras de clientes em loja de SP


Câmeras de segurança de uma loja em São Carlos, a 232 km de São Paulo, flagraram ladrões furtando as carteiras de clientes. Eles aproveitam os horários mais movimentados e ficam de olho nas pessoas distraídas para cometer o crime. Veja o site do Bom Dia São Paulo

As imagens mostram quando uma cliente, com mochila nas costas, chega à loja. Ela observa os produtos e nem nota que é seguida pelo grupo. Ela surge no corredor e logo é cercada por duas mulheres e um homem. O zíper da mochila é aberto, mas ela se vira e evita o roubo.

Os ladrões escolhem outro setor da loja. Uma mulher se aproxima de outra cliente e consegue pegar a carteira. A vítima só percebe o furto no caixa. “Eles esbarram em você, abrem sua bolsa, passam atrás, levam e você não percebe nada”, disse a vítima, que não quis se identificar.  Os criminosos aproveitam para agir quando o comércio está lotado, no horário de pico, quando as pessoas estão apressadas.

A Polícia Militar tem algumas dicas para evitar esse tipo de crime:

- Não usar mochila nas costas

- Proteger bem as bolsas

- Levar a carteira sempre no bolso da frente

- Não fazer compras sozinho

- Pagar com cheque ou cartão

- Quando levar o dinheiro, dividir entre os bolsos

- Desconfiar de quem esbarra

O capitão da PM Paulo Henrique Jurisato conta qual o perfil de vítima mais escolhido pelos ladrões. “Pessoas de idade ou que se comportam de maneira que o infrator verifica que ela esta distraída”, comenta.

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Fonte: G1.com.br

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Mulher é morta por rapaz que conheceu na web


 Ampliar FotoFoto: Divulgação

Simone Motta foi morta por homem que conheceu em sala de bate-papo na internet (Foto: Divulgação)

A secretária Simone Motta, de 42 anos, foi assassinada por um rapaz de 24 anos que conheceu na internet em São Paulo. A informação é da Polícia Civil. O suspeito, um técnico em monitoramento, foi preso nesta quarta-feira (4) no interior do estado de São Paulo. Ele estaria escondido em Ourinhos, a 370 km da capital. De acordo com a polícia, Simone é prima de Sergio Motta, que foi ministro das Comunicações na gestão de Fernando Henrique Cardoso. O motivo do crime seria uma discussão entre o suspeito e a vítima. Ambos teriam um relacionamento amoroso. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o rapaz confessou o crime.  De acordo com o delegado Antonio Assunção de Olim, do DHPP, parentes de Simone contaram à polícia que ela estava desaparecida desde 20 de outubro, quando saiu de casa, onde morava com familiares, após receber uma ligação do suspeito. “Depois desse dia, ela não apareceu mais nem fez qualquer contato com a família”, afirmou Olim, por telefone, ao G1 .  O corpo da mulher só foi encontrado no dia 22, em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ele estava carbonizado. No dia 30, familiares conseguiram fazer o  reconhecimento de Simone, que foi enterrada no mesmo dia. Segundo o delegado do DHPP, Simone e o suspeito se conheceram em salas de bate papo na internet. Os dois teriam se desentendido no dia 20, quando ela teria sido esganada e depois queimada por ele. ”O motivo do assassinato seriam problemas no relacionamento entre os dois. Isso o chateou e ele falou que teve uns cinco minutos de fúria”, disse Olim. O delegado informou que o suspeito nunca tinha sido preso anteriormente. Leia mais

Fonte: G1.com.br

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Equipe de TV grava crime por acaso na Colômbia


Uma equipe de TV flagrou um assassinato quando gravava uma externa na cidade colombiana de Engativá.

O caso ocorreu às 15h45 locais de sexta-feira (30), no bairro Mortiño. O jornalista fazia uma entrevista, quando um desconhecido passou pela câmera escondendo o rosto.

Em seguida, foram ouvidos gritos e um disparo. Um homem começou a perseguir o mesmo homem que havia passado pela câmera. Assista à íntegra do vídeo no site do jornal “El Tiempo” (em espanhol) 

Imagem de vídeo mostra o acusado correndo pela rua após atirar. (Foto: Reprodução)

Ele e dois comparsas armados haviam assaltado um pequeno mercado e mantido os proprietários, seis pessoas de uma mesma família, reféns durante mais de uma hora.

Depois do assalto, eles fugiram. Mas as vítimas, que estavam amarradas, se libertaram e começaram a persegui-los pelas ruas do bairro.

Um dos donos da loja foi baleado e morreu.

A polícia chegou e começou a buscar os acusados. Ainda não havia informações sobre prisões. Segundo os moradores, o bairro é conhecido por seu alto índice de criminalidade. Leia mais

Fonte: G1.com.br

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Jovem vai tomar soro e é “esquecida” no posto


 Uma adolescente de 16 anos foi esquecida por funcionários de um posto de saúde dentro da unidade, em Nova Guataporanga, a 672 km de São Paulo. A menina dormiu enquanto estava tomando soro, e só acordou uma hora depois com um telefonema da mãe. Veja o site do Bom Dia São Paulo Durante esse tempo, ela ficou trancada no centro de saúde, que encerrou o expediente às 17h.

Ela tinha ido à unidade com a avó, nesta semana, para conseguir atendimento médico porque sentia dores na cabeça, garganta e estava com febre. A avó precisou ir embora para tomar remédios para diabetes e deixou a garota sozinha com os funcionários.

“Depois que eu saí do médico, me mandaram para enfermaria. Aí eu esperei um pouco e a mulher aplicou o soro, aí eu acabei dormindo. A mãe da menina estranhou a demora na volta da filha para casa e só descobriu o motivo depois que ligou para a garota.

“Na quarta vez que ela foi atender ao telefone, [percebi que] ela estava dormindo e [havia] acordado [naquele momento]. Eu falei: “onde é que você está?” E ela falou: “eu estou aqui no centro de saúde”. E eu disse: “o centro de saúde é trancado [após 17h]. Não tem ninguém aí.”

Após 18h, ela conseguiu falar com uma agente de saúde que abriu o local. A mãe registrou boletim de ocorrência na delegacia da cidade.

Segundo um enfermeiro do centro de saúde, o fato não pode ser interpretado como um erro, e sim como descuido dos funcionários que esqueceram a adolescente no local. Mesmo assim, a funcionária que atendeu a garota foi punida com uma suspensão.

O delegado que responde pelo caso disse que não podia dar entrevista, mas informou que vai instaurar inquérito policial para apurar o caso. O crime, segundo o delegado, seria o de abandono de incapaz, e a pena pode chegar a 3 anos de prisão.

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Fonte: G1.com.br

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Universidade tenta apagar vídeo com insulto a aluna


  Ampliar FotoIndisponivel/Indisponivel

Aluna sai escoltada por policiais de universidade (Foto: Reprodução)

A Uniban pediu ao site YouTube a remoção de todos as imagens com o incidente envolvendo uma aluna que foi ao campus de São Bernardo do Campo, no ABC, usando pouca roupa. A confusão, no dia 22, foi filmada e postada no site. Os vídeos mostram a jovem sendo hostilizada e tendo de deixar a faculdade com escolta da PM. Segundo a Uniban, uma equipe de quatro funcionários trabalha para rastrear os vídeos do YouTube desde quarta-feira (28). Assim que os arquivos são localizados, diz a universidade, os funcionários entram em uma área do próprio site e pedem sua despublicação. Ainda de acordo com a assessoria da Uniban, o trabalho tem surtido efeito, mas ainda não é possível saber quantos videos foram retirados do ar. Como as cenas foram registradas em vários aparelhos celulares, é impossível controlar a publicação. Além disso, o trabalho dos técnicos está focado no Youtube, mas nada impede que as mesmas imagens sejam transferidas para outros sites. A instituição informou nesta quinta-feira (29) que determinou a instauração de uma sindicância interna para apurar o incidente no dia seguinte à confusão. ”Alunos, professores, seguranças e também a aluna estão sendo ouvidos individualmente pela universidade, que pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o seu regimento interno, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa”, afirma o documento.

A Uniban disse que a posição “é de total repúdio a qualquer manifestação de preconceito de gênero e qualquer forma de difamação ou violência”.

“Cumpre esclarecer que algumas matérias veiculadas estão equivocadas quando se refere ao crime de tentativa de estupro, uma vez que não houve qualquer contato físico nem perseguição à aluna. O que houve foram manifestações verbais de caráter ofensivo”, conclui a nota.

As imagens foram postadas no site no dia seguinte à confusão. Nesta manhã, um dos vídeos contabilizava quase 20 mil acessos. À tarde ele não estava mais disponível. A assessoria do Google no Brasil explicou que alguns vídeos são retirados do YouTube caso apresentem conteúdo impróprio e criminoso. Para identificar esses vídeos, conta com denúncias feitas pelos usuários na própria página. Não é possível saber, no entanto, se o Google retirou o vídeo da aluna do ar ou se o próprio usuário que o postou decidiu removê-lo. Xingamentos  Anderson Araújo de Oliveira, colega de classe da jovem, disse ao G1 que quando chegou à aula, um pouco atrasado, encontrou vários alunos aglomerados na porta de sua classe, tirando fotos e gravando vídeos com o celular. Ao entrar na sala, disse que queria ligar para a Polícia Militar. Ele então ofereceu seu celular.  Os vídeos colocados na internet mostram a confusão criada quando a Polícia Militar foi chamada para conter os rapazes e moças que xingavam a estudante. As imagens, feitas de telefones celulares, mostram quando a jovem deixou a Uniban vestindo um jaleco branco, acompanhada dos policiais sob gritos, assobios e xingamentos.

De acordo com Oliveira, a estudante estava com um vestido “muito curto, rosa, bem curto”. Segundo o estudante, a universidade não procurou os alunos coletivamente para comentar o caso ou fez alguma punição. O G1 não localizou a estudante.

A PM do ABC confirma que recebeu o chamado às 21h33 para uma ocorrência de “confusão”. Segundo o porta-voz da corporação, Emerson Massera, a situação foi resolvida no local. “Ela teria ido à faculdade com trajes inapropriados e os alunos começaram a fazer provocações e a xingá-la”, disse ele.  

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Fonte: G1.com.br

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Cabral pede exoneração de porta-voz da PM


 A assessoria de imprensa do governo do estado do Rio confirmou que o governador Sérgio Cabral pediu a exoneração do major Oderlei dos Santos Alves de Souza, do cargo de relações públicas da Polícia Militar. Cabral considerou desrespeitosa a declaração que o major deu em entrevista à Globo News na quinta-feira (22).   ”Ele não se comportou como um porta-voz da instituição. Ele se comportou como advogado de defesa dos policiais. Isso eu não admito. Eu não admito porque há registros contundentes de um mau comportamento de um capitão, policiais militares. Um porta-voz da PM não pode se comportar como um advogado da corporação. Isso é um desrespeito à população. Ele não merece ser porta-voz de uma instituição Polícia Militar”, declarou o governador. O major disse que os policais militares que não socorreram e liberaram os supostos assaltantes que assassinaram o coordenador social do AfroReggae, Evandro Silva, cometeram um “desvio de conduta”. Veja entrevista do major Oderlei na GloboNews na quinta-feira (22) Época: Cabral chama PMs de “vagabundos”  Major minimizou descaso de policiais    A Polícia Militar informou que o depoimento dos dois policiais suspeitos de desvio de conduta terminou apenas na manhã de quinta-feira (22), no Rio. Eles estão presos administrativamente no 13º BPM (Praça Tiradentes) desde a noite de quarta-feira (21).

Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, exibidas no “Jornal da Globo” de quarta-feira (21), mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro João da Silva, de 42 anos, coordenador do grupo AfroReggae, na madrugada de domingo (18). O major Oderlei afirmou ainda que os policiais prestaram depoimento separaradamente. Em entrevista à Globo News, ele disse também que foi instaurado um procedimento apuratório, e que a prisão disciplinar tem o limite de 72 horas. Após esse prazo, a comandante do batalhão vai deliberar sobre a necessidade deles permanecerem presos ou ficarem em liberdade enquanto transcorre o procedimento.

“Qualquer pessoa que fosse identificada na Justiça num primeiro momento não seria presa já que não houve flagrante. Somente na esfera militar é possível realizar essa prisão domiciliar. A PM está sendo rigorosa, mas não pode haver abuso”, disse Oderlei.

O major Oderlei afirmou também que foram pedidas as imagens sem edição que comprovariam o provável desvio de conduta dos policiais.

“Já tivemos exemplos de imagens que mostravam uma coisa e era outra; não quer dizer que seja esse caso”, afirmou ele. Imagens em três câmeras  Segundo as imagens, os policiais teriam deixado os assaltantes fugirem, e teriam omitido socorro à vítima. O crime aconteceu na madrugada de domingo (18) na Rua do Carmo, esquina com Rua do Ouvidor, e está sendo investigado por agentes da 1ª DP (Praça Mauá).

Tudo ficou registrado em três câmeras. Uma delas, instalada em um prédio, mostra a chegada de dois criminosos, à 1h20 da madrugada. Outra câmera, posicionada dentro de uma agência bancária, registra o ataque.

Segundo o registro, os criminosos aparecem lutando com a vítima. Em seguida, eles jogam Evandro, que está de camisa branca, no chão e atiram contra ele. Os assaltantes tiram os tênis e a jaqueta dele e fogem.

Cerca de 30 segundos depois, uma patrulha da Polícia Militar passa direto por Evandro, que agoniza na calçada. A câmera anterior mostra por outro ângulo a fuga dos criminosos, com os pertences do coordenador na mão, e a chegada da polícia.

Um dos policiais aparece com a arma em punho. A impressão que dá é a de que os policiais vão prender os assaltantes. Duas pessoas aparecem pela metade em imagens de um outra câmera. O PM surge com o tênis e a jaqueta vermelha da vítima, e leva tudo para dentro do carro da polícia.

Ainda de acordo com as imagens do circuito de segurança, à 1h26m53s, quatro minutos depois da abordagem, um dos suspeitos aparece indo embora. Comandante da PM pediu desculpas  Depois das declarações do major Oderlei, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, na tarde de quinta-feira (22), pediu desculpas à família pela omissão de policiais.

“A Polícia Militar está solidária com a família, já que havia uma pessoa agonizando. Não vamos permitir qualquer desvio de conduta. Nosso sentimento é de total indignação e solidariedade com a família. É ruim saber que policiais erram. Eles são preparados para agir em situações mais difíceis e agir nas ruas reprimindo delitos. É o que se espera deles”, disse.

“A PM errou. Trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais para admitir o erro. É imperativo pedir desculpas”, completou.

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Fonte: G1.com.br

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Combate ao contrabando já gerou R$ 880 milhões em apreensões em 2009


Dados divulgados pela Receita Federal nesta sexta-feira (23) revelam que o combate ao contrabando no país já resultou em R$ 880 milhões em mercadorias apreendidas em 2009. O valor é 26% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com o levantamento do órgão, em 1.439 operações realizadas neste ano, foram retidos 3.681 carros e vãs. Além disso, foram abertos 11.263 representações fiscais para fins penais. O secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, também revelou que a Receita vai contratar, por meio de concurso, 1.150 auditores fiscais e analistas. O quadro atual de servidores nas dez regiões fiscais é de 355 analistas e de 598 auditores nas áreas de fronteiras.

Cartaxo revelou ainda que a Receita estuda um plano de benefícios para os agentes que atuam nas áreas de fronteira, que conta com 28 inspetorias e duas delegacias da Receita. A medida tenta conter o elevado número de pedidos de transferência de servidores que atuam nessas áreas.

Segundo Cartaxo, desde abril de 2009, a Receita Federal e a Polícia Federal atuam em parceria na troca de informações, capacitação de servidores e operações de fiscalização.

Como parte do Plano de Modernização da Administração Tributária, a Receita irá adquirir dois helicópteros, dez lanchas, dez ônibus e 130 veículos para combater os crimes de contrabando e descaminho. Leia mais

Fonte: G1.com.br

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AfroReggae: vídeo mostra omissão de PMs em morte


Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, exibidas no “Jornal da Globo” desta quarta-feira (21), mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro João da Silva, de 42 anos, coordenador do grupo AfroReggae, na madrugada de domingo (18).

Veja o site do Jornal da Globo As imagens revelam a omissão da polícia no socorro à vítima e indicam que policiais podem ter liberado os suspeitos e ficado com os objetos roubados. A polícia agora investiga os policiais que participaram da ação, que não resultou em nenhum preso. Evandro João da Silva é coordenador de projetos sociais do AfroReggae, um grupo cultural do Rio de Janeiro (leia a notícia sobre sua morte). O corpo dele foi encontrado por policiais militares na Rua do Carmo, na esquina com a Rua do Ouvidor. Imagens em 3 câmeras Investigadores da polícia foram atrás de imagens de câmeras de segurança que existem na rua onde o ataque aconteceu. O objetivo era descobrir os autores do crime. Mas, em vez de esclarecer a história, o vídeo levantou suspeita.

Tudo ficou registrado em três câmeras. Uma delas, instalada em um prédio, mostra a chegada de dois criminosos, à 1h20 da madrugada. Outra câmera, posicionada dentro de uma agência bancária, registra o ataque.

Segundo o registro, os criminosos aparecem lutando com a vítima. Em seguida, eles jogam Evandro, que está de camisa branca, no chão e atiram contra ele. Os assaltantes tiram os tênis e a jaqueta dele e fogem.

Cerca de 30 segundos depois, uma patrulha da Polícia Militar passa direto por Evandro, que agoniza na calçada. A câmera anterior mostra por outro ângulo a fuga dos criminosos, com os pertences do coordenador na mão, e a chegada da polícia. Um dos policiais aparece com a arma em punho. A impressão que dá é a de que os policiais vão prender os assaltantes. Duas pessoas aparecem pela metade em imagens de um outra câmera. O PM surge com o tênis e a jaqueta vermelha da vítima, e leva tudo para dentro do carro da polícia.

Ainda de acordo com as imagens do circuito de segurança, à 1h26m53s, quatro minutos depois da abordagem, um dos suspeitos aparece indo embora.

Os investigadores agora querem saber porque os policiais não socorreram Evandro imediatamente e também porque um dos homens que, pelas imagens, parece ter participado do assassinato, foi liberado minutos depois.

Além disso, a polícia investiga porque os pertences de Evandro não foram entregues em uma delegacia e, ainda, porque nada do que foi mostrado pelas câmeras está no relatório dos policiais. Os policiais envolvidos na ocorrência prestaram depoimento na noite desta quarta-feira na Polícia Militar Judiciária. O comandante-geral da PM do Rio, Mário Sérgio Duarte, determinou a prisão administrativa dos dois policiais.

Homenagem Evandro foi homenageado durante um evento do AfroReggae na noite desta quarta-feira em um teatro no Centro do Rio. O coordenador executivo e um dos fundadores do grupo, José Junior, comentou a morte do colega e a ação dos policiais.

“Choca ver uma pessoa que era um mediador de conflitos, um cara que morou na favela, um cara que só fazia o bem ser assaltado, roubado e morto da maneira que foi. Me choca a polícia não ter prestado serviço, socorro. Me choca a polícia não ter prestado socorro. Isso me chocou muito”, declarou José Junior. Numa cerimônia emocionada, Evandro foi homenageado pelos companheiros do grupo que luta para levar cultura e cidadania a jovens carentes. “O fato de Evandro ter partido não significa sua derrota. Ele foi fazer companhia a outros que antes de nós dedicaram sua vida a construir a paz e a justiça [...] Se um pouco de nós se foi com você, um pouco de você também ficou em nós”, disse um colega.

‘Agora é ir atrás dos bandidos’, diz amigo da vítima Em entrevista ao G1 na noite desta quarta-feira (21), José Junior disse que está confiante de que o caso será resolvido em breve. Na terça-feira (20), ele assistiu às imagens das câmeras de segurança na sede da delegacia responsável pelo caso.

“Os PMs já estão presos, mas a gente não pode perder o foco que é prender os bandidos, porque não foram os policiais que mataram. Agora é ir atrás dos bandidos. Ele reagiu, mas ação dos bandidos foi covarde. A Polícia Civil tem se empenhado no caso, e estou totalmente confiante que o caso será resolvido em breve”, declarou José Junior.

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Fonte: G1.com.br

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